Com a OMS declarando situação de pandemia do novo corona vírus em março deste ano, passamos a vivenciar situação totalmente atípica. Alteramos as tarefas familiares, as formas como executamos nossos trabalhos/estudos e até adaptamos as rotinas de lazer e saúde.

No campo econômico, que, obviamente, não está à margem desse movimento, emergiu um debate que ainda se faz relevante: o balanceamento entre as medidas que dedicam esforços à proteção da saúde, e aquelas que visam proteger emprego e renda.

Muitos já tratam essa crise, nomeada “o Grande Confinamento”, como a maior desde a depressão de 1929. Os números do Mercado financeiro nacional foram fortemente impactados, e em proporções até maiores do que em nossos pares. Vimos grandes oscilações, por exemplo, nas curvas de juros e no índice Ibovespa – o qual apresentou queda na casa dos 40% quando comparado ao início do ano.

As projeções apontam forte recuo no PIB brasileiro, a desvalorização duradoura da taxa de câmbio e, vale ressaltar, que a extensão desse movimento ainda é incerta.

Como resposta, se fez necessário adotar medidas de combate à recessão e o governo nacional passou a publicar pacotes de incentivo à economia. Tanto de reforço aos estados e municípios, como para as famílias e empresariado.

Claramente, esse mar revolto não é exclusividade do mercado doméstico. Todo o globo está direcionado à recessão econômica e não há quem esteja dispensado de tomar decisões de gastos para o fomento econômico. Logo, é diante deste cenário que se torna crucial demonstrarmos zelo e responsabilidade com o dinheiro público.

As delimitações de direção, volume e fontes dos recursos à serem utilizados nesses incentivos econômicos​, é que determinarão o fôlego que teremos para a arrancada após atravessado o período de exceção.

É importante que sejamos eficientes nas ações, atingindo os agentes estratégicos e não colocando nesta conta despesas ótimas de outros fatores.

Adicionalmente, existe a preocupação quanto ao prolongamento dessas medidas. Em um cenário positivo, elas ficariam restritas ao presente ano e voltaríamos à agenda de reformas já no ano seguinte, em continuidade à trajetória indicada anteriormente.

Fato é que: as consequências deixadas pelo Covid-19 ainda perdurarão por certo tempo após a pandemia e que esta é uma ótima oportunidade para nos postarmos com planejamento, capacidade de gestão e comprometimento com o desenvolvimento nacional.

Assim, iremos sinalizar mundialmente que somos um ambiente seguro e próspero para atração de investimentos.

Weven Feitosa

Graduado em Ciências Econômicas, especialista em Gestão empresarial, Mestre em Ciências Contábeis. Professor da Faculdade FAVENI – Venda Nova do Imigrante/ES.

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