Texto escrito por Laisi Bellon Cesconetto.

Sabemos que a água é essencial a vida, uma vez que sua presença permite a sobrevivência dos seres vivos, mantem o equilíbrio e a conservação da biodiversidade e regula o clima do planeta. Entretanto, muitas pessoas só lembram da importância deste recurso natural quando vivenciam a escassez hídrica, seja ela em qualidade e/ou quantidade, ou quando o seu uso se torna essencial para manter uma boa qualidade de vida.

Nesse sentido, em meio a pandemia que estamos vivenciando, o acesso à água com qualidade pela população tem se tornado fundamental para a prevenção da Covid-19. A Organização Mundial da Saúde tem recomendado a higienização frequente das mãos, roupas, e das superfícies e, devido a isso, há um aumento no consumo de água pela população mundial. Além disso, o isolamento social praticado por muitas nações, como forma de combate a pandemia, também tem feito com que o consumo de água pela população aumente, visto que as pessoas passam maior tempo em suas residências.

Entretanto, o acesso a água limpa e distribuída de forma contínua não é uma realidade de toda a população mundial, principalmente dos países em desenvolvimento. No Brasil essa realidade não é diferente.

De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2018, em média, 83,6% da população brasileira possui atendimento com rede de distribuição de água e 53,2% da população possui coleta de esgoto. É importante destacar que os índices de atendimento com rede variam nas regiões do país. A região Norte, por exemplo, possui os menores índices, sendo que 57,1% da população possui atendimento com rede de água e apenas 10,5% da população possui coleta de esgoto. Já na região Sudeste, cerca de 90% da população é atendida com rede de abastecimento de água e aproximadamente 80% da população possui coleta de esgoto.

Dessa forma, quanto menor for o acesso da população a água com qualidade e quanto mais precário for o sistema de coleta e tratamento de esgoto, mais exposta e vulnerável essa população estará a uma infinidade de microrganismos patogênicos causadores de doenças.

Diante do exposto, evidencia-se que o Brasil ainda precisa de investimentos em saneamento básico nas áreas urbanas e rurais, e atrelada a isso, é preciso que a população faça a sua parte que é utilizando a água de forma consciente evitando, dessa forma, o desperdício desse recurso natural.

Para isso, seguem algumas dicas importantes:

  • Feche a torneira enquanto escova os dentes, ensaboa vasilhas e lava as mãos;
  • Tome banhos curtos;
  • Feche o chuveiro sempre que possível;
  • Não utilize a mangueira para limpeza de calçadas, veículos ou para regar as plantas;
  • Limite o uso da máquina de lavar, ou seja, utilize-a sempre com a sua capacidade máxima e reaproveite a água oriunda dela, para, por exemplo, lavar as calçadas; e
  • Verifique e corrija vazamentos de águas nas tubulações de sua residência.

Referência:

Brasil. Ministério do Desenvolvimento Regional. Secretaria Nacional de Saneamento – SNS. Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento: 24º Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgotos – 2018. Brasília: SNS/MDR, 2019. 180 p.

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